Sucesso em sua segunda edição, CPhI South America é o ponto de encontro para o mercado de ingredientes farmacêuticos
Expositores já garantiram sua área na 3 edição que acontece no ano que vem em Buenos Aires, Argentina e já tem 70% dos expaços ocupados.
Para se ter uma indústria farmacêutica forte, é preciso que a qualidade do insumo, o primeiro elemento da cadeia produtiva a ser utilizado, seja de extrema qualidade, permitindo assim uma produção de excelência com alto poder de mercado e eficiência para quem utiliza de medicamentos. O Brasil e a América Latina deram um grande passo para que isso se torne realidade com o sucesso da CPhl South America, a maior e mais importante feira internacional de ingredientes para indústria farmacêutica, cuja a 2ª edição aconteceu entre os dias 26 e 28 de agosto no Transamérica Expo Center, em São Paulo e reuniu, em apenas 3 dias,4936 visitantes.
O conhecimento e a experiência de 20 anos de sucesso das CPhIs internacionais expande-se assim pela América Latina, atraindo um público qualificado formado por gestores com alto poder de decisão aliado as oportunidades de negócios oferecidas na área de exposição, com fornecedores de princípios ativos, excipientes, extratos naturais, cápsulas, revestimentos, bioquímicos, medicamentos e serviços, e na atualização nos congressos paralelos, com temas como gestão, tecnologia em insumos, mercado, biotecnologia, produção e pesquisa clínica, todos fundamentais para o sucesso do evento.
Como reconhecimento da importância e credibilidade, a feira teve o apoio das principais entidades representativas do setor tais como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “Nenhum país do mundo promove desenvolvimento sem que os setores produtivos tenham acesso a inovação e conhecimento. No caso da indústria farmacêutica, o mercado de insumos está relacionado com a possibilidade do setor avançar ou não. Mostrar novidades e facilitar o acesso a informações estratégicas sempre serão um sucesso”. A afirmação é de Dirceu Barbano, que proferiu palestra no BioPh – Biosolutions for Pharma, um dos eventos que integraram a programação da feira.
Eventos como a CPhl South America estimulam uma visão otimista do mercado e, por conseqüência, o avanço das políticas governamentais para o setor, destacou Pedro Lins Palmeira Filho, chefe do Departamento de Produtos Intermediários Químicos e Farmacêuticos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Só o Profarma, um programa que se propõe a fomentar complexos industriais de saúde no Brasil, tem recursos na ordem de R$ 3 bilhões até 2012. “O BNDES acredita que há grande potencial na área. Queremos formar empresas com maior musculatura para termos uma multinacional no setor farmacêutico”, disse ele durante palestra no Seminário sobre Pesquisa Química organizado pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo durante a feira.
Entre as novidades do mercado apresentadas durante a CPhl, destaque para o Instituto de Tecnologia em Fármacos – Farmanguinhos, ligado a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que apresentou o Oseltamivir, antiviral que vem sendo indicado no tratamento de pacientes infectados pelo vírus causador da gripe A H1N1. O medicamento foi desenvolvido, entre 2007 e 2008, pelo Farmanguinhos utilizando o princípio ativo adquirido da Roche pelo Ministério da Saúde em 2006. Os testes realizados pela equipe do Instituto demonstraram que o produto é equivalente ao Tamiflu, inclusive em relação à estabilidade, e o medicamento poderia ser disponibilizado para produção em larga escala a critério do Ministério da Saúde.
Repercussão
Quando o consumidor compra um medicamento na farmácia ou drogaria, dificilmente tem ciência do longo caminho percorrido até se obter o produto final. A cadeia de fabricação dos medicamentos brasileiros se inicia com a distribuição de insumos farmacêuticos nacionais ou com a sua importação. Até que sejam expostos nas prateleiras, os produtos passam por diversas e delicadas etapas. O insumo que chega ao País pode ser, fracionado e/ou distribuído por empresas devidamente autorizadas pela Vigilância Sanitária, e só então, ser manipulado ou transformado em medicamento. Durante a CPhl South America 2009, os expositores puderam falar diretamente com managers com alto poder de decisão, que justamente decidem a compra dessas matérias-primas, oportunidade única na América Latina, que pode influenciar decisivamente no preço do produto final e alavancar a indústria nacional.
Isso deixou os expositores extremamente otimistas. Com 24 anos de experiência na indústria farmacêutica e veterinária, a Extrasul Extratos Vegetais e Animais foi uma das empresas que mais atingiu seus objetivos na CPhl South America 2009. “O balanço foi extremamente positivo. O evento foi bem localizado, bem organizado e, com isso, atingimos nossa meta de sermos vistos e conseguir novos contatos. Estaremos na Argentina no ano que vem para desenvolver nosso mercado em toda a América do Sul”, disse o general manager Martinique Madach. Sundeep Aurora, presidente da BioPlus Life Sciences, também saiu entusiasmado da feira: “Tudo foi excelente. Aqui é um mercado que passa por grande evolução e acredito que no futuro será ainda maior e melhor. Estaremos na Argentina no ano que vem”.
Houve, também, que já fizesse um balanço de negócios fechados durante o evento. "Fizemos contato com novos fornecedores e clientes. Fechamos aqui na feira, durante os dois primeiros dias, R$ 1 mi em vendas de matérias primas para novos e atuais clientes e temos excelentes expectativas em relação a novas parcerias com fornecedores da China e Índia para um futuro próximo", disse Eduardo Hornhardt, farmacêutico responsável pela qualidade da Natural Pharma.
Já a mexicana Sinbiotik tem um objetivo de abrir novas fronteiras mercadológicas: conhecer o promissor mercado brasileiro e fechar negócios durante o evento. Fabricante e representantes de medicamentos, estão participando pela primeira vez do evento com perspectivas otimistas, como revela Gabriela Rodrigues, sales manager da empresa. “Tínhamos uma perspectiva em relação ao evento, mas confesso que superou nossas expectativas”, garantiu Gabriela.
“A CPhl South America já se consolidou. O mercado sabe que aqui é o lugar para se encontrar os ingredientes. Procuramos atender todo o mercado farmacêutico com produtos e soluções, trazendo 250 empresas de 18 países. Essa consolidação fez com que cerca de 45% dos expositores já confirmassem presença na próxima edição do evento, que acontece em Buenos Aires, no ano que vem”, afirmou Luciana Rosa, event manager da CPhl South America.